O vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, apresentou na sessão de hoje (29), uma Moção de Apelo ao governo do Estado, para a criação de uma Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) Regionalizada em Mogi das Cruzes. O parlamentar apelou ainda para que essa Central Regional do Cross seja vinculada ao Sistema Integrado de Saúde (SIS) do município.  
 
Para Diegão, a criação de um “braço” do órgão sediado na cidade é muito importante para agilizar a transferência dos mogianos, que precisam de uma vaga da Cross, nas unidades de saúde da cidade que oferecem leitos pelo sistema.   
 
A Cross é hoje administrada por uma Organização Social (OS) do Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci – SP), que operacionaliza todo o sistema, conforme estabelecido em contrato com a Secretaria Estadual de Saúde, e só disponibiliza os locais e quantidades de vagas disponíveis, bem como seus relatórios e indicadores, a profissionais da área da Saúde devidamente cadastrados, por meio de uma plataforma. “O sistema não é transparente para todos, ou seja, há casos em que nem o secretário de Saúde do município consegue ter um retrato fiel da demanda de moradores da cidade por vagas na Cross, pois, além da divulgação não ser ampla e nem facilmente acessível, a logística é falha e dificulta a vida de todo mundo, até mesmo de familiares dos pacientes internados que precisam visitá-los”, exemplificou o vereador.  
 
Diegão afirmou que desde 2017 briga pela maior disponibilidade e ampliação de vagas na Cross, quando foi procurado por uma família de um paciente enfartado, que havia sido levado ao posto de saúde do Jardim Universo e aguardava por um leito pelo sistema. “Na época, fiz um vídeo clamando ao governo do Estado que tomasse providências, porque o homem estava morrendo, enquanto aguardava a vaga. Nesta semana, outra família me procurou, desta vez na UPA do Jardim Oropó, passando pela mesma situação.  Após eu gravar outro vídeo, direcionado ao governador e ao secretário estadual de Saúde, conseguimos transferir o senhor enfartado ao Hospital Municipal de Brás Cubas”, relembrou.  
 
O vereador disse que a logística é fundamental, porque não faz sentido transferir um paciente de Mogi das Cruzes para o Vale do Paraíba, gerando transtornos para a locomoção de seus familiares, sendo que há possibilidade de que haja vagas pelo sistema no próprio município. “Ocorre que, como não temos esse controle, essa transparência na divulgação dos dados e da demanda, não temos nem como saber se há vagas mais perto”, lamentou.  
 
Diegão comentou também que, com o possível leilão do prédio da Santa Casa de Suzano, e da perda da receita advinda do Imposto Sobre Serviços (ISS) do Itaú para a cidade de Poá, é possível que a saúde de Mogi das Cruzes fique ainda mais comprometida. “O Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) poderia se juntar a nós nesta causa de trazer para Mogi uma Central Regional da Cross, porque assim ajudaria a aliviar um pouco todo esse caos e, no caso de não haver vaga na cidade, aí sim os pacientes poderiam ser remanejados para outros municípios do Alto Tietê ou de outras localidades, até que sejam abertos mais leitos”, concluiu. 

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